O setor elétrico brasileiro e a sua evolução tecnológica

Você sabia que setor elétrico brasileiro encontra-se entre as áreas mais impactadas pela transformação digital dos últimos anos no Brasil? O setor elétrico brasileiro está evoluindo rapidamente no País devido à ampla difusão no mercado de várias tecnologias inovadoras

Alguns dos motores dessa transição encontram-se diretamente atrelados, de forma geral, ao crescente apoio da sociedade à redução de emissões de carbono, à velocidade crescente do desenvolvimento regional, à redução de custos das tecnologias de geração de energia renovável, e ao aumento drástico das capacidades computacionais.

A inovação desempenha um dos papéis mais essenciais no processo de mudança do setor elétrico, promovendo transformações revolucionárias e criando oportunidades para novas tecnologias, produtos, sistemas e estruturas empresariais. 

E apesar dos grandes desafios impostos pelas aceleradas mudanças impulsionadas pelo avanço tecnológico e pelas crises econômicas e sanitárias dos últimos tempos, o setor elétrico brasileiro está se adaptando para lidar com uma sociedade cada vez mais conectada.

Mudanças e Evoluções no Setor Elétrico

A energia elétrica é um dos pilares fundamentais para o funcionamento de qualquer sociedade moderna. No Brasil, não é diferente. Desde que Thomas Edison acendeu a primeira lâmpada em 1879, a eletricidade se tornou essencial para o desenvolvimento socioeconômico e tecnológico. Sem ela, seria praticamente impossível imaginar a vida como a conhecemos hoje, com todos os seus confortos e facilidades.

O novo perfil de consumo da atual geração desencadeou nos últimos anos a maioria dessas rápidas transformações. Alguns aspectos, como as novas tecnologias de geração de energia limpa, redes inteligentes, tecnologias para o consumo eficiente de energia e a introdução de veículos elétricos, estão destinados a aumentar a sustentabilidade do setor. E o Brasil não ficou alheio a essas mudanças.

Estima-se que cerca de 83% da eletricidade brasileira é gerada por fontes renováveis, em sua maioria energia hidrelétrica. Como resultado, o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o setor de energia no Brasil precisará investir bastante em inovação, já que as tendências internacionais apontam que, no futuro, o mercado será descentralizado e digital.

Estrutura do Setor Elétrico Brasileiro

O setor elétrico brasileiro é complexo e organizado em várias etapas distintas: geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia.

Geração de Energia

A geração de energia no Brasil é predominantemente hídrica, com as usinas hidrelétricas sendo responsáveis por 64% da produção energética do país. No entanto, outras fontes também desempenham papéis significativos. As usinas termelétricas contribuem com cerca de 27%, enquanto a energia eólica corresponde a aproximadamente 7%. A energia nuclear e a energia solar são menos representativas, com 1% e 0,1%, respectivamente.

Veja no vídeo abaixo como funciona os leilões de geração de energia no Brasil:

Transmissão de Energia

Uma vez gerada, a energia elétrica precisa ser transportada até os consumidores. Este processo é feito através do sistema de transmissão de alta voltagem, que no Brasil, devido à sua vasta extensão territorial, supera os 100 mil quilômetros. A alta voltagem é crucial para permitir que grandes quantidades de energia sejam transmitidas com mínimas perdas.

Distribuição de Energia

Após sair das linhas de transmissão, a energia chega às subestações, onde a tensão é rebaixada antes de ser distribuída pelas redes das distribuidoras até as residências, comércios e indústrias. Esse processo garante que a energia elétrica esteja disponível de forma segura e eficiente para os consumidores finais.

Comercialização de Energia

A comercialização da eletricidade no Brasil pode ocorrer de duas formas: através das distribuidoras, que atendem os consumidores residenciais e possuem seus preços regulados pelo governo, ou das comercializadoras, que vendem energia para consumidores livres, como grandes indústrias, que demandam grandes quantidades de energia.

Agentes do Setor Elétrico Brasileiro

Diversos agentes e instituições têm papéis fundamentais na regulação e funcionamento do setor elétrico brasileiro.

Sistema Interligado Nacional (SIN)

O Sistema Interligado Nacional conecta as diferentes regiões do país através de uma rede integrada de geração e transmissão de energia. Este sistema é essencial para garantir a estabilidade e a oferta contínua de energia em todo o território nacional.

Ministério de Minas e Energia (MME)

O MME é responsável por regulamentar o setor, garantindo o equilíbrio entre a oferta e a demanda de energia. Ele tem a função de planejar e implementar políticas públicas que visem o desenvolvimento energético sustentável do país.

Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)

O ONS coordena e controla a operação das instalações de geração e transmissão de energia no SIN. Ele trabalha sob a fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e tem como objetivo otimizar a operação do sistema eletroenergético, garantindo menor custo e alta confiabilidade.

Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)

A ANEEL é o órgão regulador do setor elétrico brasileiro. Ela fiscaliza as atividades das empresas de energia, define tarifas e assegura que o setor opere de acordo com as normas técnicas e de segurança.

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)

A CCEE facilita a comercialização de energia elétrica no mercado brasileiro. Ela é responsável pela contabilização e liquidação financeira das operações realizadas no mercado de curto prazo.

Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

A EPE fornece serviços de pesquisa e estudos destinados a subsidiar o MME no planejamento energético. Ela cobre diversas áreas, incluindo energia elétrica, petróleo, gás natural e biocombustíveis.

Fontes Renováveis e Sustentabilidade

Em tempos de crescente preocupação com a sustentabilidade e os impactos ambientais, as fontes de energia renováveis têm ganhado destaque. No Brasil, fontes como a energia solar, eólica, biomassa, geotérmica, maremotriz e biogás são vistas como essenciais para um futuro energético mais sustentável.

Atualmente, 46,1% da matriz energética brasileira é composta por fontes renováveis, um número significativamente mais alto que a média mundial de 14,2%. Isso destaca o Brasil como um líder global na utilização de energias limpas e sustentáveis.

Vantagens das Energias Renováveis

Além de serem inesgotáveis, as fontes renováveis causam menos impacto ambiental e são mais econômicas a longo prazo. Elas ajudam a mitigar os efeitos negativos das mudanças climáticas e oferecem uma solução viável para a crescente demanda energética sem comprometer o meio ambiente.

Veja no vídeo abaixo, como funciona as fontes renováveis na transição energética:

A Tecnologia como Aliada do Setor Elétrico

Contudo, o caminho da inovação já está sendo pavimentado na nação. No segmento de Distribuição energética, por exemplo, o principal impulsionador de inovação do futuro próximo será a implementação de redes inteligentes em várias empresas para melhorar a qualidade de seus serviços e reduzir as perdas não técnicas.

Da mesma forma, já estão sendo desenvolvidos diversos estudos para a utilização de redes híbridas para a transmissão de energia elétrica e a transferência de dados em banda larga. O que consequentemente possibilitará ter infraestruturas de alta tecnologia, que atendam várias demandas do mercado em um só lugar.

Por outro lado, tecnologias como os Filmes Orgânicos Fotovoltaicos serão cada vez mais comercializadas, já que esta inovação destaca-se como uma das alternativas mais sustentáveis no mercado atual, pelo uso de materiais que são dissolvidos em uma tinta que pode ser impressa, gerando filmes flexíveis, leves e semitransparentes. Esses dispositivos captam a luz do sol e a convertem em energia elétrica limpa e sustentável. Analistas da indústria acreditam que essa seja a terceira geração de células solares.

O Futuro do Setor

Na área de transmissão de energia elétrica, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2030) apresenta prospectos de aumento da capacidade de transmissão de 60% no País, até 2023, em comparação com a capacidade atual. Devido à distância entre as instalações da usina e os centros de consumo de energia, espera-se a implementação de várias linhas de grande tensão CA e CC no Brasil nos próximos anos.

Além disso, soluções inovadoras para a inspeção automatizada de linhas de transmissão, como as da Pix Grid, farão parte da evolução tecnológica do setor, reduzindo drasticamente os custos das inspeções, ao mesmo tempo em que garantem uma análise eficiente, rápida, segura e eficaz dos problemas a serem consertados.

Se utilizando de tecnologias de drones, Visão Computacional e machine learning, a Pix Grid substitui a necessidade da inspeção manual realizada anteriormente por humanos por uma tecnologia capaz de detectar, quaisquer defeitos nas linhas de transmissão. Dessa forma, a solução da Pix Grid não apenas minimiza o tempo da inspeção e os possíveis erros no processo, mas também garante a segurança dos funcionários, que podem se dedicar às tarefas de manutenção em si, uma vez analisada a linha.

Conclusão

O setor energético brasileiro é um exemplo de complexidade e inovação. Desde a predominância das usinas hidrelétricas até as novas abordagens sustentáveis e renováveis, o Brasil continua a evoluir seu sistema energético para atender a demanda crescente enquanto minimiza impactos ambientais. Com a participação de diversos agentes reguladores e a implementação de tecnologias inovadoras, o setor elétrico brasileiro está bem posicionado para enfrentar os desafios futuros e continuar sendo um pilar fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do país.

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